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O processo sucessório empresarial envolve a transferência da responsabilidade de gestão de um negócio dos gestores atuais para a próxima geração de dirigentes.

O poder de decisão, a responsabilidade das escolhas, o capital da organização e o ‘tom’ da gestão passará a pertencer a outras pessoas.

Com mais de 35 anos no mundo corporativo e desde 2015 à frente da MORCONE Consultoria Empresarial auxiliando, inclusive, na gestão de empresas familiares, hoje trago um artigo sobre a importância do bom processo sucessório empresarial.

Primeiro é importante ressaltar que aproximadamente 90% das empresas brasileiras são familiares, ou seja, são gerenciadas por membros da família.

A preocupação em torno desse modelo de negócios é que 30% dos empreendimentos familiares conseguem alcançar a primeira sucessão, sendo assim, fica clara a importância da preparação dos próximos gestores que ocuparão a diretoria do negócio.

Processo sucessório empresarial – o que é?

A sucessão permite a avaliação da estabilidade do negócio no mercado. Geralmente, quando a empresa inicia suas atividades é reconhecida como empreendimento individual, mas após a sucessão, se torna uma empresa familiar.

Porém, o processo sucessório empresarial precisa ser realizado de maneira planejada, porque o mau direcionamento nessa transição pode acabar colocando em risco a continuidade da empresa no mercado.

Preparando quem assumirá a direção

Toda empresa perene no mercado, ou seja, que esteja se mantendo e expandindo, passa pelo dilema da delegação de tarefas que exigirão maior responsabilidade e, claro, a pessoa escolhida deverá ser de total confiança.

Geralmente essa necessidade de sucessão ocorre quando o gestor ou gestora desejam diminuir a carga horária de trabalho ou até mesmo se afastar do cargo, sendo assim, se torna necessário preparar alguém para assumir as responsabilidades sobre a administração da organização.

Consequências do despreparo na sucessão

Quando o processo sucessório empresarial não ocorre de maneira adequada, a consequência é o risco à estabilidade do negócio, tornando a empresa e até mesmo a família vulneráveis a riscos.

A sucessão precisa ser planejada, ou seja, não ocorre de maneira repentina, isso porque o que está em jogo é a continuidade da empresa no mercado.

Processo sucessório com o fundador em vida

É aconselhado pensar na sucessão quando o fundador vive, para preparar da melhor maneira os sucessores, discutindo a pretensão do possível novo corpo diretivo do negócio e a sociedade que se estabelecerá até a concretização do processo sucessório.

Maneiras de implantar a sucessão na empresa

Primeiramente é preciso que a organização opte pelo modelo que será implantado para, após isso, ter início o processo sucessório.

Há duas maneiras de implantar a sucessão:

  • Gestor pode optar pela escolha do sucessor entre os familiares;
  • Contratar um profissional que tenha competência para administrar a empresa, tomando as importantes decisões para o desenvolvimento da organização no mercado.

A escolha do sucessor é realizada mediante minuciosa análise das exigências que o cargo de diretor demanda. Os membros da família deverão julgar a escolha com base nas experiências profissionais da indicação, sem que haja qualquer interferência, principalmente quando se trata de um membro da família.

Expectativas das empresas quanto à sucessão

O que geralmente ocorre, com base em minha experiência em consultoria e na implantação de governança corporativa em empresas familiares é que a maioria das empresas na primeira geração não se preocupa efetivamente em ter um conselho de administração, isso porque boa parte dos negócios opta por um modelo em que as decisões são tomadas apenas pelo gestor principal ou fundador da organização.

Geralmente, quando o negócio transita para a segunda geração, passa a ter uma maior preocupação em ter um conselho administrativo. Empresas familiares geralmente desejam que o conselho seja formado por integrantes da família e por profissionais com experiência no mercado.

É muito comum que empresas optem em ter em seu conselho profissionais externos à família com o intuito de contar com um melhor direcionamento e orientação estratégica sobre como proceder no mercado.

É uma maneira de equilibrar as decisões e de ter a certeza de que estejam sendo tomadas com uma maior precisão e imparcialidade devido ao envolvimento familiar.

O conselho de administração quando formado por profissionais contratados tende a se tornar mais efetivo, porque esses profissionais costumam apresentar uma visão mais estratégica sobre a atuação do negócio no mercado e, além disso, fornecem orientações e recursos para que continue no processo de expansão.

Se preocupar com o processo sucessório empresarial dentro do planejamento estratégico faz com que as organizações se tornem menos expostas aos problemas que podem surgir.

Lidar com a sucessão prepara a empresa para o futuro, a ajuda na compreensão dos ambientes externo e interno e apresenta as perspectivas para a continuidade de seus processos sem grandes traumas devido à transição da nova gestão.

O processo precisa ser conduzido com calma e estratégia e, quando bem-sucedido, gera valor à organização em seu presente e futuro.

Sua empresa está enfrentando o dilema da necessidade de sucessão?

 

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