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Nesse ano, foi aprovado pela Câmara dos Deputados nos Estados Unidos, o projeto de lei H.R 1187, que se se refere à Lei de Melhoria da Governança Corporativa e Proteção ao Investidor, que tem como intuito ampliar a transparência e padronizar as medidas ambientais, sociais e de governança (ESG).

Com ampla experiência no mercado corporativo em mais de 35 anos e desde 2015 à frente da MORCONE Consultoria Empresarial, que atua fortemente, inclusive, na implementação de GC nas organizações, hoje trago um artigo sobre o Código de Governança Corporativa ESG e por que é tão importante para as organizações.

Empresas que se mostram preocupadas com questões ambientais, sociais e de governança corporativa, mostram a sua responsabilidade e comprometimento com o mercado, com os consumidores, com os fornecedores, colaboradores e investidores.

ESG é derivado do termo em inglês (Environmental, Social and Governance), ou seja, engloba os três critérios que permitem mensurar os impactos sociais e ambientais em uma empresa.

Mas a Responsabilidade Social e Transparência na GC já não abrangem o ESG?

Sim, mas o que tem sido cada vez mais questionado é o quanto as organizações estão realmente preocupadas, como quando se falava tanto em sustentabilidade e muitos negócios usavam dessa prática apenas como estratégia financeira e de divulgação de marca.

O código de governança corporativa ESG impacta grandemente em como uma empresa é vista, muito além de seus resultados financeiros. Os propósitos e valores de uma empresa têm sido cada vez mais valorizados por investidores e pelo consumidor.

É claro que quando falamos na valorização por parte dos investidores e consumidor final, isso pode levar ao questionamento: as empresas não podem, assim como em relação à sustentabilidade, se utilizar do ESG apenas como estratégia financeira e de divulgação da marca? Sim, elas podem, mas o ESG exige muito mais do que “aparências”.

Adotar o código de governança corporativa ESG exige por parte das empresas adaptação a processos mais sustentáveis e à práticas ligadas à Economia Circular, o que pode ser uma boa maneira de atrair o público cada vez mais interessado no consumo consciente.

O projeto ESG, agora em votação pelo Senado americano, determina algumas exigências às empresas, muito mais contundentes do que as práticas de sustentabilidade, por exemplo. A lei exige que as organizações listadas em bolsa façam divulgações adicionais relacionadas à diversidade e à gestão de funcionários.

Principais exigências climáticas propostas pelo Código de Governança Corporativa ESG

Dentre as principais exigências, estão:

  • Identificação, avaliação dos impactos financeiros potenciais e de quaisquer estratégias de gestão de riscos relacionadas aos riscos físicos e de transição, representados pelas mudanças climáticas;
  • Descrição dos processos e estruturas de governança corporativa, estabelecidos para identificar, avaliar e gerenciar os riscos referentes ao clima;
  • Descrição de ações específicas para abrandar esses riscos;
  • Descrição da resiliência de qualquer estratégica que a empresa pública tenha para enfrentar riscos climáticos;
  • Descrição de como o risco climático é incorporado à estratégia geral de gerenciamento de risco da empresa pública.

A ideia dessa lei em solo americano é auxiliar os investidores a ter uma visão ampla sobre o que as empresas estão fazendo para de fato contribuírem com o meio ambiente e com a sociedade.

Aqui no Brasil a ESG é uma realidade?

Ainda não, mas pensar nesse novo código de governança corporativa é fundamental, principalmente,  no caso de empresas que desejam adequar suas políticas às exigências cada vez maiores dos Estados Unidos e dos países que compõem a União Europeia.

A revisão de Códigos de Governança Corporativa ESG no Brasil pretende preparar as empresas aqui para as mudanças que vêm de fora.

Empresas brasileiras com investidores internacionais já precisam lidar com as exigências propostas pela lei em processo de aprovação um tanto conturbadas, isso porque os republicanos se opuseram às regras de transparência nos últimos meses.

De qualquer maneira, ainda mais com essa lei caminhando para a aprovação, fica o desafio para as empresas brasileiras para que repensem o seu papel quanto às questões climáticas, diversidade e direitos trabalhistas.

Num primeiro momento, as empresas desejam apenas se adequar, mesmo que isso represente grandes esforços internos e mudanças significativas, principalmente quando se fala em governança corporativa e em todos os princípios que a regem.

Mudanças culturais são demandadas e a tendência é que cada vez mais organizações sintam-se inadequadas diante de movimentos importantes de países como Estados Unidos e membros da União Europeia.

Negócios brasileiros que contam com investidores estrangeiros precisam incorporar o código de governança corporativa ESG para manter suas relações comerciais ou até mesmo para conseguir novos investidores.

Falarei mais desse assunto em outros artigos. O que você pensa sobre a ESG?

 

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