Compartilhe

Segundo dados do Banco Central (BC), as dívidas bancárias atingiram 51% da renda acumulada das famílias nos 12 meses anteriores, o indicador considera todas as dívidas, incluindo as de financiamento imobiliário, que era de 45,19%.

Com mais de 35 anos no mundo corporativo e desde 2015 à frente da MORCONE Consultoria Empresarial, hoje trago um artigo sobre os principais cuidados ao assumir dívidas.

Muitas pessoas têm solicitado esse tema porque os bancos vêm usando de um artifício de comprar dinheiro a dois por cento ao ano e vender dinheiro a dois por cento ao mês.

Esse tema é importante para que os empresários não comprem essa ideia, porque é uma dívida que se torna exageradamente cara, ainda mais em um momento em que pequenos e médios empresários já estão em situação econômica complexa.

Diante de um problema, de um estado de caos financeiro, é comum que surja um agente financeiro empurrando uma “solução”, mas com uma taxa exorbitante.

Vou dar um exemplo: temos um empresário que na sua pessoa física tem mais de meio milhão aplicado em determinado banco e que solicitou um financiamento de um automóvel na pessoa jurídica (na empresa dele), que mantem conta corrente no mesmo banco da pessoa física, e a taxa por esse financiamento foi de 2,9% ao mês. Esse empresário indignado começa a argumentar que tem conta no banco, há mais de vinte anos, além de também possuir conta jurídica, enfim, a resposta do banco foi: é o que podemos fazer.

Os bancos estão em uma fase em que os gerentes menos treinados acabam indo ao encontro de empresários desesperados e vendendo dinheiro muito caro.

Há a dívida cara e a dívida barata que é quando se contrata a um preço adequado com o que se vê no mercado. É possível hoje contratar um recurso financeiro para investimento entre 0,8% a 1% ao mês. Inclusive, se contrata esse tipo de investimento sem nenhuma garantia real, apenas os sócios como avalistas, o famoso AVAL. E não se trata de pouco dinheiro,  mas de quantias acima de milhões de reais.

O empresário precisa ficar muito atento para não assumir uma dívida cara e sim uma dívida barata em que com o fluxo de caixa seja possível pagar essa dívida.

Endividamento saudável e endividamento perverso: mito ou verdade?

É verdade! Exemplo de endividamento saudável: você precisa comprar um novo maquinário para aumentar a produção e faturamento, isso é um endividamento saudável.

Já o endividamento perverso é quando você não consegue pagar as contas do dia a dia e vai até o banco para solicitar empréstimo. Se a empresa não consegue pagar as contas do dia a dia significa que não está gerando caixa, se não está gerando caixa, esse dinheiro que está sendo contratado no banco não terá como ser pago.

Se tiver dinheiro sobrando no caixa o ideal é sempre poupar, investir e repensar em caso de crise, já que crises são inevitáveis.

Por que segurar a impulsividade é tão importante?

Estamos em momento difícil no Brasil. Muitas empresas, na tentativa de saírem de um problema, recorrem a outro que pode ser muito mais grave que é justamente assumir uma dívida bancária.

O ideal é sempre procurar auxílio, principalmente junto a um especialista que consiga apresentar os melhores caminhos e opções. Agir por impulso pode colocar o negócio em uma situação de risco irreversível.

Nunca se deve ater à primeira proposta realizada, ao primeiro momento. Racionalizar e ter cautela é primordial. Se for necessário assumir dívida, que seja saudável e que o negócio possa ter lucratividade para pagar a dívida e expandir.

 

Gostou do conteúdo? Compartilhe. Lembre-se que na MORCONE Consultoria Empresarial pensamos em cada parte do seu negócio, utilizando metodologias e práticas inteligentes.

Veja também:

Investir em expansão em 2021 é uma boa ideia?

Orientações de controladoria para pequenos negócios


Compartilhe