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Estamos entrando no próximo ano e surgem muitas dúvidas sobre como estará o mercado e se será um ano de boas oportunidades para as empresas.

Na 15ª edição do Fjord Trends, relatório anual apresentado pela consultoria de design da Accenture, foram revelados os principais comportamentos que devem impactar estratégias de negócio em 2022.

Segundo a publicação haverá necessidade cada vez maior por parte das pessoas de serem quem realmente são e de valorizarem aquilo que realmente é importante para elas.  O individualismo tende a perder força por uma consciência cada vez maior sobre o poder do coletivo.

Outra tendência será a consciência ambiental e o “fim de uma mentalidade de abundância”, considerando a importância de pensar na utilização de recursos, considerando a necessidade coletiva.

Com mais de 35 anos no mundo corporativo e desde 2015 à frente da MORCONE Consultoria Empresarial, hoje trago um artigo sobre os principais desafios para as empresas em 2022.

Principais mudanças para as empresas e o ambiente de trabalho em 2022

Trabalho híbrido

Desde a pandemia, empresas precisaram mudar a sua rotina adotando o trabalho remoto e mesmo em um cenário mais controlado da pandemia, a tendência é a de que as organizações mantenham estruturas híbridas.

Essas estruturas híbridas englobam tanto empresas que mantêm escritórios, mas considerando que as equipes trabalharão mais em formato remoto, assim como empresas que optaram pela eliminação total de escritórios, mas mantendo espaços coworking para eventuais reuniões presenciais.

Inteligência artificial e automação

Segundo o Fórum Econômico Mundial, a inteligência artificial e a automação levarão ao surgimento de 97 milhões de novos empregos até 2025.

A inteligência artificial será utilizada principalmente na automação de processos, eliminando tarefas repetitivas, otimizando o tempo e valorizando cada vez mais as habilidades e talentos das pessoas na equipe.

Antifragilidade

A necessidade de resiliência deu lugar ao conceito de antifragilidade, criado pelo professor, Nassim Nicholas Taleb.

Diferente da resiliência, em que as pressões não afetam quem o sofre, na antifragilidade, a pessoa tem o poder de se beneficiar do caos, de se desenvolver, se transformar e não voltará ao estado original, mas se tornará mais capaz de lidar com as próximas crises.

Manter ambientes que favoreçam o desenvolvimento de pessoas continuará sendo um dos principais desafios para as empresas em 2022.

Tornar o digital cada vez mais humano

Não basta ser digital, será preciso desenvolver recursos que tornem a comunicação no digital cada vez mais humana, afinal, o digital, para muitas empresas, não representa uma opção, mas uma nova realidade.

Contar com uma equipe especializada, que esteja atenta às constantes mudanças, será primordial.

Maiores esforços para criar espaços de diversidade e inclusão

Um dos principais desafios para as empresas em 2022 também estará em implementar em sua cultura, uma maior dedicação a instaurar espaços de diversidade e inclusão.

E não poderão ser ações artificiais, porque a necessidade tem sido cada vez maior de transparência nas relações.

Como constantemente escrevo sobre governança corporativa e como já falei sobre o conceito ESG com foco em sustentabilidade e transparência, será cada vez mais necessário às empresas uma transformação genuína, que comece de dentro para fora, diante dos públicos de interesse.

Aperfeiçoamento de lideranças

Haverá uma maior necessidade de repensar lideranças, de maneira que inspirem, que de fato sejam um agente de transformação entre as equipes e que possam influenciar positivamente a um comportamento mais focado na coletividade, na união de habilidades e talentos.

Valorização da humanidade

Não apenas na valorização dos fatores humanos na comunicação digital, mas será necessária cada vez mais uma visão mais humana sobre a razão do negócio e porquê faz parte da sociedade na qual está inserido.

Empresas são formadas por pessoas e a tecnologia deverá ser um meio de aproximar pessoas e de conectar propósitos.

Repensar a cultura do negócio

Por que meu negócio existe? Esse será um dos importantes questionamentos para gestores no próximo ano.

Será fundamental repensar a cultura do negócio, transformar, implementar novas soluções e repensar a atuação no mercado.

Maior investimento em ferramentas de monitoramento

Com a realidade das estruturas de trabalho híbridas, serão necessárias cada vez mais ferramentas que permitam o monitoramento do comportamento dos times de trabalho e aumentem a eficiência.

Mas vale ressaltar que o monitoramento nada tem a ver com a necessidade de ‘controlar ações’, que pode, ao contrário de promover ambientes de trabalho saudáveis, gerar insatisfação nas equipes.

Planejamentos mais flexíveis

Muitas empresas vivenciaram na pele a necessidade da implementação de mudanças em ritmo frenético e entenderam que planejamentos rígidos de longo prazo não combinam mais com a realidade do mundo.

Será cada vez maior a necessidade de instaurar mudanças em planejamentos e considerá-las em curto prazo, além daquelas que deverão ser realizadas imediatamente.

Especialistas não preveem significativas melhorias econômicas, mas ainda assim, serão essas visões de futuro que darão o suporte para o crescimento, mesmo em cenário conturbado.

 

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