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O comprometimento das empresas com o meio ambiente, sociedade e com a governança, se tornou o ‘padrão ouro‘ global. Empresas no mundo todo, principalmente nos últimos dois anos, têm se preocupado cada vez mais em ser ESG.

Com mais de 35 anos no mundo corporativo e desde 2015 à frente da MORCONE Consultoria Empresarial, hoje trago um artigo sobre o que significa ESG na prática corporativa.

Para ser ESG na prática, negócios precisam tomar as seguintes iniciativas

Meio ambiente (E)

  • Uso racional dos recursos naturais;
  • Preservação da biodiversidade;
  • Reduzir a emissão de gases de efeito estufa;
  • Ações contra desperdícios;
  • Tratamento adequado dos resíduos sólidos;
  • Busca pela plena eficiência energética.

Social (S)

  • Implantar melhorias nas condições e relações de trabalho;
  • Contar com políticas de inclusão e diversidade dentro e fora da empresa;
  • Oferecer treinamento adequado a todas às equipes de trabalho;
  • Respeitar os direitos humanos;
  • Ações que garantam a privacidade de dados de funcionários e clientes;
  • Impactar positivamente a comunidade em que atua.

Governança Corporativa (G)

  • Preservação da independência do conselho de administração;
  • Adoção de critérios de diversidade na composição do conselho;
  • Garantia de remuneração justa e racional;
  • Estar alinhado às condutas éticas e de anticorrupção;
  • Contar com transparência fiscal;
  • Impedir casos de assédio, discriminação e preconceito.

Indicador ESG com grande destaque no mundo

No mundo dos investimentos o ESG representa talvez a maior mudança entre as organizações, porque é um padrão utilizado para mostrar o quanto uma empresa se preocupa em minimizar os impactos de suas ações no meio ambiente, assim como na construção de um mundo mais justo para se viver.

Ainda há muitas empresas brasileiras que encaram o conceito ESG como ‘utópico’ ou ‘assunto do momento’, mas essa é uma pauta que reverbera desde 2005 com o relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) em parceria com o Banco Mundial, “Who Cares Win” (Quem se importa, vence), que contou com a participação de instituições financeiras de nove países.

O que se percebeu ao longo do amadurecimento do ESG foi que a adoção dessas práticas tornava o mercado corporativo mais sustentável, trazendo resultados proveitosos para toda a sociedade.

Muito se falava, principalmente entre 2020 e 2021, que aqui no Brasil essa adoção não ocorreria na mesma velocidade de outros países, mas contrariando os achismos, como vivenciar o ESG na prática tem se tornado um dos principais questionamentos e busca por parte dos negócios.

Os fundos com premissas socioambientais já atingiram a marca de 1 trilhão de dólares. De acordo com o levantamento pela Morningstar e pela Capital Reset , realizado em 2020, foi mostrado que investidores irão abandonar produtos que não correspondam ao padrão ESG até este ano! Já no Brasil, os fundos ESG captaram R$2,5 bilhões em 2020.

Empresas verdadeiramente sustentáveis praticam o ESG

O ESG na prática está muito ligado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os 17 objetivos da ODS, são:

  • (1) Erradicação da pobreza;
  • (2) Fome Zero e Agricultura Sustentável;
  • (3) Saúde e Bem-Estar;
  • (4) Educação de Qualidade;
  • (5) Igualdade de Gênero;
  • (6) Água Potável e Saneamento;
  • (7) Energia Acessível e Limpa;
  • (8) Trabalho Decente e Crescimento;
  • (9) Indústria, Inovação e Infraestrutura;
  • (10) Redução das Desigualdades;
  • (11) Cidades e Comunidades Sustentáveis;
  • (12) Consumo e Produção Responsáveis;
  • (13) Ação Contra a Mudança Global do Clima;
  • (14) Vida na Água;
  • (15) Vida Terrestre;
  • (16) Paz, Justiça e Instituições Eficazes;
  • (17) Parcerias e Meios de Implementação.

Grandes empresas brasileiras estão intimamente ligadas aos ODS. Em levantamento realizado com companhias participantes do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) da B3, 83% delas têm estratégias, metas e resultados embasados nos ODS.

Em 2020, a B3 lançou em parceria com a S&P Dow Jones, o índice S&P/B3 Brasil ESG, utilizando critérios enraizados em práticas ambientais, sociais e de governança para a seleção de empresas brasileiras para a sua carteira.

Passos básicos para a implementação de ESG nos negócios

Há alguns passos para implantar o ESG em empresas, mas que podem sofrer alterações de acordo com as particularidades de cada negócio. Dentro da metodologia da KPMG, por exemplo, há algumas etapas a serem seguidas.

Diagnóstico

Que envolve a compreensão do nível de maturidade ESG, ou seja, parte-se da realidade da organização.

Estratégia e Propósito

Depois de compreendida a realidade da empresa, a próxima etapa é a definição da melhor jornada ESG no negócio.

Transformação

Depois das definições de diretrizes, ocorre o planejamento para as mudanças estabelecidas.

Implementação ESG

O design organizacional é pensado para que as práticas ESG sejam incorporadas ao negócio.

Medição

Após vivenciar o ESG na prática é o momento de definir métricas e mensurar periodicamente resultados.

Reporte

Todas as informações precisam ser estruturadas de acordo com os padrões internacionais.

Asseguração

Constantemente a empresa precisa questionar os seus processos e verificar quais métricas têm sido utilizadas e qual tem sido a organização geral.

Se a sua empresa ainda se sente perdida quanto ao que fazer sobre governança ou ESG na prática, o ideal é procurar por um especialista com ampla experiência no mercado.

 

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