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A Governança Corporativa (GC) atua diretamente na estruturação administrativa nas organizações e tem representado uma demanda cada vez maior entre as empresas que desejam não apenas permanecer no mercado, mas expandir.

Segundo levantamento realizado pela B2P, consultoria especializada no acompanhamento e gestão de funcionários afastados por razões médicas, o número de afastamentos por transtornos mentais e comportamentais aumentou 23,3% entre 2020 e 2019.

Quando a saúde emocional dos membros da Governança Corporativa não vai bem

A psicóloga, Maria Cristina Munhoz Moreira, ressalta a importância de que a saúde mental seja cuidada tanto quanto se pensa nos cuidados com a saúde física e explica de que maneira podem haver impactos da saúde mental sobre o desempenho profissional:

Quando as emoções estão desorganizadas, é comum que se transfira esse desajuste para o ambiente de trabalho e relações interpessoais. Para quem desempenha ações de decisão, como líderes ou membros de um conselho administrativo, por exemplo, muitos são os déficits, desde a qualidade de vida pessoal, até o reflexo sobre o clima do ambiente e motivação das equipes na empresa, geralmente levando a um cenário mais estressante e pouco estimulante.

Segundo estudo conduzido pela ISMA (International Stress Management Association do Brasil), a cobrança por resultados e produtividade em meio à pandemia pode aumentar os casos de Síndrome de Burnout, sendo que 30% dos brasileiros sofrem com a doença.

Muitas pessoas acreditam que conseguem viver entre duas vidas: a pessoal e a profissional. Para o Médico psiquiatra, Dr. Daniel Munhoz Moreira, é comum que muitas pessoas se coloquem em uma posição de ‘máquinas’ diante do trabalho, esquecendo da própria condição humana.

No ambiente das empresas, muitas vezes os assuntos que geram estresse e atritos estão mais relacionados a como as pessoas estão emocionalmente do que aos problemas organizacionais propriamente ditos, explica.

O especialista orienta que algumas mudanças de atitudes são necessárias: “Não assumir uma postura defensiva diante de situações corriqueiras no trabalho já é um importante caminho, além disso, fazer uma análise do quanto se está levando para o lado pessoal questões do trabalho, também é importante”.

Pessoas não vivenciam crises emocionais apenas em determinados períodos do ano

A saúde mental na governança corporativa já é tratada, principalmente, como pauta em conselhos de administração. O mês de setembro é marcado por ações que visam os cuidados com a saúde mental, mas pessoas vivenciam crises emocionais em qualquer época do ano, dentro e fora das empresas.

A psicóloga, Maria Cristina Munhoz Moreira, ressalta a importância da divulgação como importante ação dentro das organizações:

Falar abertamente sobre saúde mental, desmistificar os preconceitos sobre o tema a apresentar caminhos e onde se pode recorrer ao perceber que as coisas não estão bem, é de extrema necessidade.

Quando se fala em ansiedade, por exemplo, muitas pessoas costumam acreditar que estar ansioso é completamente natural e em algum grau realmente faz parte do comportamento humano, mas quando se fala em uma ansiedade patológica, é algo muito mais complexo que envolve um acompanhamento, muitas vezes multidisciplinar, que inclui a psicoterapia e a psiquiatria, para que a pessoa possa compreender a raiz do problema e consiga emergir para uma solução.

A saúde mental na governança corporativa, uma área dentro das organizações que demanda tomada de decisões importantes, que lida diretamente com problemas enfrentados entre os gestores das empresas, é absolutamente essencial, pois, sem ela, as pessoas não terão a autonomia concentrada para direcionar o negócio.

Corpos doentes, empresa doente

O médico psiquiatra, Dr. Daniel Munhoz Moreira, alerta sobre os principais riscos quando se ignora a saúde mental:

Todo o corpo adoece. A pessoa inicia em um processo de esgotamento mental que leva a uma emoção de irritabilidade, sensação de cansaço constante, passa a se sentir desestimulada, sem interesse em projetos pessoais e, consequentemente, também não conseguirá render bem no ambiente de trabalho, estará mais propensa ao envolvimento em conflitos, entre outros problemas.

Sem saúde mental na governança corporativa toda a organização padecerá, porque seus membros não estarão totalmente aptos para desempenhar as suas funções da melhor maneira.

O caminho para o bem-estar das organizações também está nesse cuidado com a saúde emocional. Se cada pessoa na organização está se cuidando emocionalmente, é esperado que essa empresa só se desenvolva positivamente.

É preciso vencer preconceitos em pleno século XXI, principalmente no que se refere à necessidade de alguma medicação para a devolução da qualidade de vida da pessoa.

Cada caso demanda um diagnóstico e uma abordagem.

“Sem saúde mental não encontramos cor no dia a dia”, conclui o especialista.

 

Conteúdo produzido com a contribuição do médico psiquiatra, Dr. Daniel Munhoz Moreira, que atua em parceria com a psicóloga, Maria Cristina Munhoz Moreira.

 

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